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Blog Literário da Lene (Meu nome para os intimos :D )


Tristeza é algo que não se explica

saudade também não

Mas amor a gente sente

a gente presente

a gente tem,

mesmo quando ausente,

no coração.

Hoje eu senti a tristeza e a saudade

de se ter um amor ausente

um amor de um grande amigo

querido

um amigo em flor

que brotou

cresceu

e fincou

fincou em mim

em minh'alma e em meu coração

e lá ficou

quietinho

bonitinho

bem direitinho

como um menino que virou flor

depois de ter partido

mesmo que sentido

para um novo plano

cheio de um novo amor.

Mas não se preocupe meu querido amigo

pois esse plano é maior

e mais florido

como você

é

meu amado amigo

Flor...



Escrito por Lene Saldanha às 15h02
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O Novo e o velho

O novo não surge se o velho te ronda

O novo não brota se o velho insiste em criar raízes

O novo não te surpreende se o velho te acomoda

O novo não explode em tuas veias se o velho as entope constantemente

O novo não te ensina se o velho te traz tanto embotamento

O novo não transcende se o velho te carrega para a mesmice...

O novo é a nossa salvação

O velho nossa perdição...

O novo nos faz desapegar e crescer

O velho nos faz grudar e esquecer

esquecer de lutar

esquecer de encarar

esquecer de aprender

que somos difíceis de lidar

que somos vítimas de nós mesmos

e que precisamos romper

romper conosco

romper com os outros

romper com a vida

velha

opaca

repetitiva

nociva...

para nós

e para os outros.

Só o novo nos mostrará nossas fraquezas e nossas virtudes

pois o velho camufla nossa aparência,

nossos medos,

nossos maus hábitos,

nossa verdadeira alma.

Só o novo nos trará a liberdade de nos soltar ao sabor do vento

pois o velho sopra pesado,

quente,

úmido

em desalento.

Só o novo nos dará a exata medida

de quem somos

pois o velho,

o velho não sabe de nada

é tolo

é fraco

é pobre de sentimentos

é, portanto, uma grande farsa

uma farsa que não deixa brotar nossos talentos.

Estou a procura do novo e me despedindo do velho...



Escrito por Lene Saldanha às 12h04
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Ontem eu conheci um lugar que cuida dos cães abandonados e maltratados...

me emocionei...

Vi seres carentes, brincalhões, tristonhos, desconfiados, irados...

Alguns doentes, marcados fisicamente e na alma...

Sim, na alma!

Pois, olhando naqueles olhinhos vi o humano que não vejo em muito ser humano

vi a delicadeza e a entrega de quem só quer estar ao teu lado

receber afago

ouvir palavras amenas

amorosamente amenas...

Seus olhinhos penetraram fundo em meu coração

e eu desejei puder-lhes ser útil.

Cada um com sua história

cada um com seu trauma.

Histórias tenebrosas

inimagináveis

imperdoáveis!

Chorei...

chorei de tristeza por vê-los assim

e chorei de vergonha por ser uma representante da espécie humana.

E foi no meu choro sentido que eu descobri que o humano

bom, o humano não é tão humano assim...



Escrito por Lene Saldanha às 11h36
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Hoje quero ver o mar

e com ele me deitar

quero ser a nova criança

banhada no liquido que tudo gera

tudo cria

quero ser sua cria

menina

mulher

nova ou

idosa

sábia ou

ingênua

renovada

e amada

pela fonte primeira

do meu novo acordar.

Hoje

eu vou

ver o mar

Olhar

e

amar...



Escrito por Lene Saldanha às 22h29
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E num dia como outro qualquer eu me vi diferente

e de repente achei tudo muito pertinente

em minha mente

olhei ao redor e nada havia mudado

meus movéis estavam no mesmo lugar

e minha casa vazia

silenciosamente dormia

plena como um bêbê...

Olhei cada detalhe

cada cantinho

e vi cores novas

algumas desbotadas

outras não

senti a presença de algo diverso

corri para o espelho!

Rente observei que meus olhos não eram mais os mesmos

tive a visão de que eram outros olhos

Olhos que falavam, diziam coisas jamais ditas

e possuiam um brilho maduro de amar

minha vida

meu lar...

Velhos hábitos foram largados no  mar

levados pelo vento

pra longe,

bem longe

desses olhar...

novo olhar...

Voltei a enxergar que o pertinente

não era a mudança do lar

mas a do meu olhar

tudo aparentemente estava no mesmo lugar

mas meus olhos não

tinham se deslocado para outro lugar

e nesse lugar os velhos hábitos não habitavam mais

e nem mais iriam habitar...

Tenho um novo olhar.



Escrito por Lene Saldanha às 22h16
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Estou há algum tempo sem escrever, mas ideias não me faltam...estão brotando novas flores de sementes duramente plantadas e amorosamente cuidadas...silenciosamente estou construindo uma nova história, um novo olhar...mais cheiroso, mais sutil, mais perceptivo dos detalhes às vezes tão minimos, mas não menos valiosos...um tesouro se faz, brilha e explode em minhas mãos...



Escrito por Lene Saldanha às 02h00
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A casa é sua

Arnaldo Antunes

Composição: Arnaldo Antunes e Ortinho

Não me falta cadeira
Não me falta sofá
Só falta você sentada na sala
Só falta você estar

Não me falta parede
E nela uma porta pra você entrar
Não me falta tapete
Só falta o seu pé descalço pra pisar

Não me falta cama
Só falta você deitar
Não me falta o sol da manhã
Só falta você acordar

Pras janelas se abrirem pra mim
E o vento brincar no quintal
Embalando as flores do jardim
Balançando as cores no varal

A casa é sua
Por que não chega logo?
Até o teto tá de ponta-cabeça
Porque você demora

A casa é sua
Por que não chega logo?
Nem o prego aguenta mais
O peso desse relógio

Não me falta banheiro, quarto
Abajur, sala de jantar
Não me falta cozinha
Só falta a campainha tocar

Não me falta cachorro
Uivando só porque você não está
Parece até que está pedindo socorro
Como tudo aqui nesse lugar

Não me falta casa
Só falta ela ser um lar
Não me falta o tempo que passa
Só não dá mais para tanto esperar

Para os pássaros voltarem a cantar
E a nuvem desenhar um coração flechado
Para o chão voltar a se deitar
E a chuva batucar no telhado

A casa é sua
Por que não chega logo?
Até o teto tá de ponta-cabeça
Porque você demora

A casa é sua
Por que não chega logo?
Nem o prego aguenta mais
O peso desse relógio

E assim, mais uma vez, Arnaldo Antunes põe em palavras sentimentos "comuns" a todos, mas compartilhados - por poucos - de uma forma assim tão sensível, singela e bela...



Escrito por Lene Saldanha às 18h48
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Não posso te dar um nome

Não posso te dar fama

Não posso te dar status

Nem posso te dar bens, meu bem.

 

Não posso ser seu troféu

Não posso satisfazer todos seus desejos

Não posso ser quem você quer

nem posso, sequer

ser uma qualquer.

 

Mas posso te dar o céu, o sol e a lua

se comigo você quiser deitar

na varanda do último andar.

Posso te dar muitos risos e gargalhadas

muitas alegrias do nada

sem nada precisar marcar.

Posso te dar lágrimas e choros sentidos

vindos de grandes músicas, filmes e livros

que minha alma um dia ousou tocar.

Posso ainda te abraçar encaixadinho

criar nosso ninho

tecendo-o com os fios de amar.

Posso te beijar languidamente

até que sua mente se perca de vez

na sede do mar.

Posso te falar baixinho

bem de pertinho

das coisas da vida e do universo

em verso

em prosa

com rima

no clima

do verbo amar.

Posso te fazer carinho

mansinho, profundo e bem fundo

até teu coração balançar

pra lá, pra cá

pra mim, em mim

e por fim,

me alcançar.

Posso te amar sempre com jeito e de jeito

te atirando em nosso leito

para em teu peito me aninhar.

Quietinha, quentinha, espaçosa, toda prosa

sem vergonha de te amar.

Posso te mostrar o mundo mudo

do meu olhar e das minhas mãos

em teu coração.

Posso ainda te deixar impresso

todas as idas e regressos

dos mais lindos recantos

e dos mais remotos lugares

em que juntos

corpo a corpo

alcançamos e descansamos

presos um ao outro

mas sem nenhuma pressa

de se soltar...

Posso por fim, te oferecer o silêncio das horas

 do pranto

De quem sabe que não tem tanto

Mas sabe que o que tem

Meu bem,

Traz o encanto

da pureza da vida

Vivida na mais sincera e bela

forma de amar.

 

Posso tudo isso te ofertar...



Escrito por Lene Saldanha às 01h31
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Eu e Arnaldo Antunes...

Contato Imediato

Composição: Arnaldo Antunes / Marisa Monte / Carlinhos Brown

Peço por favor
Se alguém de longe me escutar
Que venha aqui pra me buscar
Me leve para passear

No seu disco voador
Como um enorme carrossel
Atravessando o azul do céu
Até pousar no meu quintal

Se o pensamento duvidar
Todos os meus poros vão dizer
Estou pronto para embarcar
Sem me preocupar e sem temer

Vem me levar
Para um lugar
Longe daqui
Livre para navegar
No espaço sideral
Porque sei que sou

Semelhante de você
Diferente de você
Passageiro de você
À espera de você

No seu balão de são joão
Que caia bem na minha mão
Ou numa pipa de papel
Me leve para além do céu

Se o coração disparar
Quando eu levantar os pés do chão
A imensidão vai me abraçar
E acalmar a minha pulsação

Longe de mim
Solto no ar
Dentro do amor
Livre para navegar
Indo para onde for
O seu disco voador

Ontem a noite vinha eu de Caruaru absorta em meus pensamentos e olhando encantada para o céu. Resolvi escutar Arnaldo Antunes. Qual não foi minha surpresa ao ouvir esta música "Contato Imediato". Lembrei imediatamente do meu texto anterior a este. Nossa, que comunhão. Parecia que Arnaldo - de uma forma muito mais competente e poética - havia sentido e posto em palavras exatamente aquilo que eu havia sentido e tentado pôr em palavras... fiquei emocionadíssima...vim a viagem toda só repetindo a música e "vendo-a" lá no céu, nítida, límpida, pura...foi um encontro de almas feito através das palavras e que em algum lugar entrou em contato com algo muito maior do que isto aqui...um contato imediato...Eu e Arnaldo, Arnaldo e eu nos encontrando no espaço sideral...em um disco voador...



Escrito por Lene Saldanha às 09h30
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Na escuridão eu me vi...

 

Faltou energia. Tudo ficou escuro e o breu se fez. Enquanto as pessoas corriam e gritavam em busca de velas, lanternas ou algum tipo de luminosidade eu corria feliz pra minha varanda para, deitada em minha rede, admirar o céu.

E foi aí que do breu eu vi a verdadeira luz...

Me tocou profundamente a imagem daquele céu imenso, pontilhado por pequeninas luzes...acreditei serem elas as velas dos deuses...nossa, que comoção...nesse instante eu me assustei comigo mesma. E lágrimas escorreram em meu rosto. Tive medo da minha intimidade com o céu, de como eu me sentia acolhida, em casa...era fácil ficar ali horas a fio só olhando sem sentir a menor necessidade de voltar à terra.

Me chocou perceber o quanto eu estava em paz naquela escuridão, naquele silêncio. Percebi que do céu eu já fazia parte, ou melhor, eu era uma das suas partes. Mas,  da terra, bom, dessa eu ainda me perco...

No céu eu me encontro e nesse encontro eu encontro a paz límpida, verdadeira. Na terra, eu ainda sinto falta de companhias que sabem olhar e ver o céu, que se tornaram intimas dele.

Me assustei com minhas observações, com meus sentimentos. Naquele momento sabia que, se nunca mais voltasse a ter energia, eu estaria em paz, extremamente em paz....não havia medo, não havia tristeza, mas um amor tão grande que não cabia em mim e foi essa sensação que me amedrontou...não tive medo da escuridão, mas sim da paz provocada  em conviver intimamente com ela.

A energia voltou.

As pessoas festejaram.

 E eu, bom, eu senti falta da escuridão...pois foi nela que eu me vi, foi nela que eu vi algo maior, vi o milagre da vida e ouvi a música do universo.

Porém, as luzes do teatro tiveram que se acender e todos precisaram – alguns sentiram necessidade – voltar  a seus velhos papéis...

Uma pena...

 



Escrito por Lene Saldanha às 23h40
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O encontro com o ayurveda

Não foi um encontro convencional...não sabia ao certo o que era, para que de fato servia, mas sentia no fundo da minha alma que devia com essa ciência me encontrar...e foi assim que nos encontramos envoltos numa sensação de alquimia, pois vinha eu passando por belas e profundas transformações, transformações estas que descobri ser a natureza do sentimento ayurvédico.

Costumo dizer então que ela me encontrou e não eu a ela, pois a doçura do encontro só foi possível porque existia ali a doçura divina criadora que divinamente despejou em mim e em minhas dúvidas mundanas o néctar de uma sabedoria maior, sagrada.

Me encantei...e nesse encanto identifiquei em mim três estágios que aqui vos apresento:

Estágio 1:  ao olhá-la pela primeira vez senti meu agni acender e ascender vertiginosamente e eu fiquei apaixonada por cada palavra que digeria e absorvia ávida pela poesia intrínseca a esse conhecimento. Entrei em êxtase.

 Entretanto, percebi que neste êxtase consumia muito rapidamente o prana do encontro digerindo muito rapidamente um alimento que necessitava de tempo para ser processado, assimilado, incorporado a minha vida. Estanquei!  E foi aí que deu início ao segundo estágio...

Estágio 2: entrei em confusão, pois desejava muito conhecê-la, vivenciá-la, mas não conseguia harmonizar o que eu aprendia com o que eu era e gostaria de aprender e ser.  Meu agni então foi diminuindo e com ele o fogo do êxtase baixou, baixou, baixou demais...agora não havia prana suficiente para ascendê-lo. Fiquei tristonha...me senti incapaz de reverenciar um conhecimento milenar e sagrado que a mim tocava profundamente, pois não me sentia merecedora dessa transmutação.

Porém, foi nesse momento de profunda tristeza que se deu o milagre da transformação...

Estágio 3: identifiquei que o problema não estava no agni, mas na chama que o mantinha acesa. Percebi que o combustível não estava bem dosado: ora eu punha tudo ora eu temia pô-lo com medo de logo acabar, e assim eu nunca tinha a medida exata da minha doação. Percebi ainda que precisava junto ao combustível acrescentar algo que ajudasse na digestão desses conhecimentos tão profundos e foi aí que eu descobri o meu “gengibre universal”: a humildade juntinho com a compaixão. Nossa, que transformação! Naturalmente meu agni foi se reequilibrando, na medida exata, sem dores, sem queimores, sem ardências, sem desperdiçar o prana sagrado de uma nova convivência. Me emocionei...senti um carinho imenso por esse novo despertar que me dava mais uma nova e bela oportunidade de crescer devagarinho, mas constante.  Chorei...

E assim, passei a usar meu gengibre universal em tudo que aprendia e em tudo que vivia. Cada nova descoberta, cada novo despertar que mexia com as minhas mais profundas raízes eu punha um bocadinho deste gengibre e puft! A transformação acontecia: suave, verdadeira, sagrada...

Hoje, tenho observado que a medida que vou ingerindo as sementes deste novo conhecimento algo maior vai germinando dentro de mim e delicadamente  milhares de flores vão surgindo em meu plexo solar:  pequeninas, mas firmes...

Uma bela imagem que em mim tatuou. 



Escrito por Lene Saldanha às 23h31
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Fogo digestivo

chama que absorve os nutrientes

da mente

da alma

do corpo

do coração

da gente.



Escrito por Lene Saldanha às 22h08
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Ver o novo

de novo

com cara nova

lavada.

Se permitir

se encantar

surpreender

aprender.

Mesmo que para isso

você precise

e tenha

que crescer.

 



Escrito por Lene Saldanha às 22h01
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Ouvir o silêncio é uma das experiências mais profundas que um ser pode ter. O silêncio em suas formas mais inesperadas, mais marcantes, mais sensíveis...hoje ouvi o silêncio que brota do barulho da vida urbana. Sabe aquela fração de milésimo de segundos em que você ouve o vazio? Eu ouvi...e ainda ouço...e estou ouvindo exatamente neste instante...em meio ao barulho eu escuto que ele não é nada, é na verdade o silêncio daqueles e daquilo que quer descansar, parar, silenciar. É como se só eu nesse momento de fato ouvisse o que ele quer dizer: nada...daí silenciei também...mesmo quando falo, quando escrevo, quando ouço algo estou silenciando, silenciada, silenciosa...é estranho, mas ao mesmo tempo libertador. Tantos aprendizados em quatro décadas de existência e ainda me surpreendo com minhas descobertas. Eu sinto dentro de mim uma expansão, um vazio limpo, suave, repleto de vento que refresca, que zune trazendo um novo som a minha vida, a minha existência aqui. Isso é novo, é encantador...estar cercada por sons diversos e mesmo assim ouvir e sentir o silêncio puro, límpido. Parece que estamos em universos paralelos, somos duas coisas ao mesmo tempo e essa dualidade não é aniquiladora, pelo contrário ela aproxima, une. O silêncio me aproxima de mim mesma, daquilo que sou em minha essência. E quando ouço o silêncio do barulho da vida eu ouço a essência dela e do barulho, pois em tudo há o silêncio, inclusive nele...e mesmo surpresa pela descoberta acolhi o novo silêncio como quem acolhe um filho que acaba de nascer, emocionadíssima...



Escrito por Lene Saldanha às 21h26
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Energia

Tudo é energia

força

luz.

Energeticamente somos constituídos

e atraídos por nós dois.

Uma força que impele

uma luz que alumia

um amor que não se mede

muito menos se anuncia

pois esse amor é constituido da mais pura energia.

Tudo é energia

força

 luz.

Sentimentos que se encontram

na força de nossos pensamentos

alguns deles são tão fortes

que chegam na velocidade do vento.

Mas a luz que nos alumia

alumia o lume

dos olhos meus e seus

quando energeticamente se encontram

se esbarram

se entrelaçam

se encaixam

entre você e eu.

Tudo é energia

força

luz.

Mas a energia que nos une

tem a força

do lume

de um Deus

que a nós concedeu

a beleza do encontro

feito de pontos

que energeticamente cresceu.

Tudo é energia

força

luz.

Mas bem sei que um dia

essa nossa tão pura energia

findará

e com o fim dela

a nossa alegria

de termos nos encontrado um dia

também morrerá...



Escrito por Lene Saldanha às 13h34
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