
Não posso te dar um nome Não posso te dar fama Não posso te dar status Nem posso te dar bens, meu bem. Não posso ser seu troféu Não posso satisfazer todos seus desejos Não posso ser quem você quer nem posso, sequer ser uma qualquer. Mas posso te dar o céu, o sol e a lua se comigo você quiser deitar na varanda do último andar. Posso te dar muitos risos e gargalhadas muitas alegrias do nada sem nada precisar marcar. Posso te dar lágrimas e choros sentidos vindos de grandes músicas, filmes e livros que minha alma um dia ousou tocar. Posso ainda te abraçar encaixadinho criar nosso ninho tecendo-o com os fios de amar. Posso te beijar languidamente até que sua mente se perca de vez na sede do mar. Posso te falar baixinho bem de pertinho das coisas da vida e do universo em verso em prosa com rima no clima do verbo amar. Posso te fazer carinho mansinho, profundo e bem fundo até teu coração balançar pra lá, pra cá pra mim, em mim e por fim, me alcançar. Posso te amar sempre com jeito e de jeito te atirando em nosso leito para em teu peito me aninhar. Quietinha, quentinha, espaçosa, toda prosa sem vergonha de te amar. Posso te mostrar o mundo mudo do meu olhar e das minhas mãos em teu coração. Posso ainda te deixar impresso todas as idas e regressos dos mais lindos recantos e dos mais remotos lugares em que juntos corpo a corpo alcançamos e descansamos presos um ao outro mas sem nenhuma pressa de se soltar... Posso por fim, te oferecer o silêncio das horas do pranto De quem sabe que não tem tanto Mas sabe que o que tem Meu bem, Traz o encanto da pureza da vida Vivida na mais sincera e bela forma de amar. Posso tudo isso te ofertar...
Escrito por Lene Saldanha às 01h31
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