O Novo e o velho O novo não surge se o velho te ronda O novo não brota se o velho insiste em criar raízes O novo não te surpreende se o velho te acomoda O novo não explode em tuas veias se o velho as entope constantemente O novo não te ensina se o velho te traz tanto embotamento O novo não transcende se o velho te carrega para a mesmice... O novo é a nossa salvação O velho nossa perdição... O novo nos faz desapegar e crescer O velho nos faz grudar e esquecer esquecer de lutar esquecer de encarar esquecer de aprender que somos difíceis de lidar que somos vítimas de nós mesmos e que precisamos romper romper conosco romper com os outros romper com a vida velha opaca repetitiva nociva... para nós e para os outros. Só o novo nos mostrará nossas fraquezas e nossas virtudes pois o velho camufla nossa aparência, nossos medos, nossos maus hábitos, nossa verdadeira alma. Só o novo nos trará a liberdade de nos soltar ao sabor do vento pois o velho sopra pesado, quente, úmido em desalento. Só o novo nos dará a exata medida de quem somos pois o velho, o velho não sabe de nada é tolo é fraco é pobre de sentimentos é, portanto, uma grande farsa uma farsa que não deixa brotar nossos talentos.
Estou a procura do novo e me despedindo do velho...
Escrito por Lene Saldanha às 12h04
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Ontem eu conheci um lugar que cuida dos cães abandonados e maltratados... me emocionei... Vi seres carentes, brincalhões, tristonhos, desconfiados, irados... Alguns doentes, marcados fisicamente e na alma... Sim, na alma! Pois, olhando naqueles olhinhos vi o humano que não vejo em muito ser humano vi a delicadeza e a entrega de quem só quer estar ao teu lado receber afago ouvir palavras amenas amorosamente amenas... Seus olhinhos penetraram fundo em meu coração e eu desejei puder-lhes ser útil. Cada um com sua história cada um com seu trauma. Histórias tenebrosas inimagináveis imperdoáveis! Chorei... chorei de tristeza por vê-los assim e chorei de vergonha por ser uma representante da espécie humana. E foi no meu choro sentido que eu descobri que o humano bom, o humano não é tão humano assim...
Escrito por Lene Saldanha às 11h36
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Hoje quero ver o mar e com ele me deitar quero ser a nova criança banhada no liquido que tudo gera tudo cria quero ser sua cria menina mulher nova ou idosa sábia ou ingênua renovada e amada pela fonte primeira do meu novo acordar. Hoje eu vou ver o mar Olhar e amar...
Escrito por Lene Saldanha às 22h29
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E num dia como outro qualquer eu me vi diferente e de repente achei tudo muito pertinente em minha mente olhei ao redor e nada havia mudado meus movéis estavam no mesmo lugar e minha casa vazia silenciosamente dormia plena como um bêbê... Olhei cada detalhe cada cantinho e vi cores novas algumas desbotadas outras não senti a presença de algo diverso corri para o espelho! Rente observei que meus olhos não eram mais os mesmos tive a visão de que eram outros olhos Olhos que falavam, diziam coisas jamais ditas e possuiam um brilho maduro de amar minha vida meu lar... Velhos hábitos foram largados no mar levados pelo vento pra longe, bem longe desses olhar... novo olhar... Voltei a enxergar que o pertinente não era a mudança do lar mas a do meu olhar tudo aparentemente estava no mesmo lugar mas meus olhos não tinham se deslocado para outro lugar e nesse lugar os velhos hábitos não habitavam mais e nem mais iriam habitar... Tenho um novo olhar.
Escrito por Lene Saldanha às 22h16
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Estou há algum tempo sem escrever, mas ideias não me faltam...estão brotando novas flores de sementes duramente plantadas e amorosamente cuidadas...silenciosamente estou construindo uma nova história, um novo olhar...mais cheiroso, mais sutil, mais perceptivo dos detalhes às vezes tão minimos, mas não menos valiosos...um tesouro se faz, brilha e explode em minhas mãos... 
Escrito por Lene Saldanha às 02h00
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A casa é sua Composição: Arnaldo Antunes e OrtinhoNão me falta cadeira Não me falta sofá Só falta você sentada na sala Só falta você estar Não me falta parede E nela uma porta pra você entrar Não me falta tapete Só falta o seu pé descalço pra pisar Não me falta cama Só falta você deitar Não me falta o sol da manhã Só falta você acordar Pras janelas se abrirem pra mim E o vento brincar no quintal Embalando as flores do jardim Balançando as cores no varal A casa é sua Por que não chega logo? Até o teto tá de ponta-cabeça Porque você demora A casa é sua Por que não chega logo? Nem o prego aguenta mais O peso desse relógio Não me falta banheiro, quarto Abajur, sala de jantar Não me falta cozinha Só falta a campainha tocar Não me falta cachorro Uivando só porque você não está Parece até que está pedindo socorro Como tudo aqui nesse lugar Não me falta casa Só falta ela ser um lar Não me falta o tempo que passa Só não dá mais para tanto esperar Para os pássaros voltarem a cantar E a nuvem desenhar um coração flechado Para o chão voltar a se deitar E a chuva batucar no telhado A casa é sua Por que não chega logo? Até o teto tá de ponta-cabeça Porque você demora A casa é sua Por que não chega logo? Nem o prego aguenta mais O peso desse relógio E assim, mais uma vez, Arnaldo Antunes põe em palavras sentimentos "comuns" a todos, mas compartilhados - por poucos - de uma forma assim tão sensível, singela e bela...
Escrito por Lene Saldanha às 18h48
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Não posso te dar um nome Não posso te dar fama Não posso te dar status Nem posso te dar bens, meu bem. Não posso ser seu troféu Não posso satisfazer todos seus desejos Não posso ser quem você quer nem posso, sequer ser uma qualquer. Mas posso te dar o céu, o sol e a lua se comigo você quiser deitar na varanda do último andar. Posso te dar muitos risos e gargalhadas muitas alegrias do nada sem nada precisar marcar. Posso te dar lágrimas e choros sentidos vindos de grandes músicas, filmes e livros que minha alma um dia ousou tocar. Posso ainda te abraçar encaixadinho criar nosso ninho tecendo-o com os fios de amar. Posso te beijar languidamente até que sua mente se perca de vez na sede do mar. Posso te falar baixinho bem de pertinho das coisas da vida e do universo em verso em prosa com rima no clima do verbo amar. Posso te fazer carinho mansinho, profundo e bem fundo até teu coração balançar pra lá, pra cá pra mim, em mim e por fim, me alcançar. Posso te amar sempre com jeito e de jeito te atirando em nosso leito para em teu peito me aninhar. Quietinha, quentinha, espaçosa, toda prosa sem vergonha de te amar. Posso te mostrar o mundo mudo do meu olhar e das minhas mãos em teu coração. Posso ainda te deixar impresso todas as idas e regressos dos mais lindos recantos e dos mais remotos lugares em que juntos corpo a corpo alcançamos e descansamos presos um ao outro mas sem nenhuma pressa de se soltar... Posso por fim, te oferecer o silêncio das horas do pranto De quem sabe que não tem tanto Mas sabe que o que tem Meu bem, Traz o encanto da pureza da vida Vivida na mais sincera e bela forma de amar. Posso tudo isso te ofertar...
Escrito por Lene Saldanha às 01h31
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Eu e Arnaldo Antunes...Contato ImediatoComposição: Arnaldo Antunes / Marisa Monte / Carlinhos Brown Peço por favor Se alguém de longe me escutar Que venha aqui pra me buscar Me leve para passear No seu disco voador Como um enorme carrossel Atravessando o azul do céu Até pousar no meu quintal Se o pensamento duvidar Todos os meus poros vão dizer Estou pronto para embarcar Sem me preocupar e sem temer Vem me levar Para um lugar Longe daqui Livre para navegar No espaço sideral Porque sei que sou Semelhante de você Diferente de você Passageiro de você À espera de você No seu balão de são joão Que caia bem na minha mão Ou numa pipa de papel Me leve para além do céu Se o coração disparar Quando eu levantar os pés do chão A imensidão vai me abraçar E acalmar a minha pulsação Longe de mim Solto no ar Dentro do amor Livre para navegar Indo para onde for O seu disco voador Ontem a noite vinha eu de Caruaru absorta em meus pensamentos e olhando encantada para o céu. Resolvi escutar Arnaldo Antunes. Qual não foi minha surpresa ao ouvir esta música "Contato Imediato". Lembrei imediatamente do meu texto anterior a este. Nossa, que comunhão. Parecia que Arnaldo - de uma forma muito mais competente e poética - havia sentido e posto em palavras exatamente aquilo que eu havia sentido e tentado pôr em palavras... fiquei emocionadíssima...vim a viagem toda só repetindo a música e "vendo-a" lá no céu, nítida, límpida, pura...foi um encontro de almas feito através das palavras e que em algum lugar entrou em contato com algo muito maior do que isto aqui...um contato imediato...Eu e Arnaldo, Arnaldo e eu nos encontrando no espaço sideral...em um disco voador...
Escrito por Lene Saldanha às 09h30
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Na escuridão eu me vi... Faltou energia. Tudo ficou escuro e o breu se fez. Enquanto as pessoas corriam e gritavam em busca de velas, lanternas ou algum tipo de luminosidade eu corria feliz pra minha varanda para, deitada em minha rede, admirar o céu. E foi aí que do breu eu vi a verdadeira luz... Me tocou profundamente a imagem daquele céu imenso, pontilhado por pequeninas luzes...acreditei serem elas as velas dos deuses...nossa, que comoção...nesse instante eu me assustei comigo mesma. E lágrimas escorreram em meu rosto. Tive medo da minha intimidade com o céu, de como eu me sentia acolhida, em casa...era fácil ficar ali horas a fio só olhando sem sentir a menor necessidade de voltar à terra. Me chocou perceber o quanto eu estava em paz naquela escuridão, naquele silêncio. Percebi que do céu eu já fazia parte, ou melhor, eu era uma das suas partes. Mas, da terra, bom, dessa eu ainda me perco... No céu eu me encontro e nesse encontro eu encontro a paz límpida, verdadeira. Na terra, eu ainda sinto falta de companhias que sabem olhar e ver o céu, que se tornaram intimas dele. Me assustei com minhas observações, com meus sentimentos. Naquele momento sabia que, se nunca mais voltasse a ter energia, eu estaria em paz, extremamente em paz....não havia medo, não havia tristeza, mas um amor tão grande que não cabia em mim e foi essa sensação que me amedrontou...não tive medo da escuridão, mas sim da paz provocada em conviver intimamente com ela. A energia voltou. As pessoas festejaram. E eu, bom, eu senti falta da escuridão...pois foi nela que eu me vi, foi nela que eu vi algo maior, vi o milagre da vida e ouvi a música do universo. Porém, as luzes do teatro tiveram que se acender e todos precisaram – alguns sentiram necessidade – voltar a seus velhos papéis... Uma pena...
Escrito por Lene Saldanha às 23h40
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O encontro com o ayurveda Não foi um encontro convencional...não sabia ao certo o que era, para que de fato servia, mas sentia no fundo da minha alma que devia com essa ciência me encontrar...e foi assim que nos encontramos envoltos numa sensação de alquimia, pois vinha eu passando por belas e profundas transformações, transformações estas que descobri ser a natureza do sentimento ayurvédico. Costumo dizer então que ela me encontrou e não eu a ela, pois a doçura do encontro só foi possível porque existia ali a doçura divina criadora que divinamente despejou em mim e em minhas dúvidas mundanas o néctar de uma sabedoria maior, sagrada. Me encantei...e nesse encanto identifiquei em mim três estágios que aqui vos apresento: Estágio 1: ao olhá-la pela primeira vez senti meu agni acender e ascender vertiginosamente e eu fiquei apaixonada por cada palavra que digeria e absorvia ávida pela poesia intrínseca a esse conhecimento. Entrei em êxtase. Entretanto, percebi que neste êxtase consumia muito rapidamente o prana do encontro digerindo muito rapidamente um alimento que necessitava de tempo para ser processado, assimilado, incorporado a minha vida. Estanquei! E foi aí que deu início ao segundo estágio... Estágio 2: entrei em confusão, pois desejava muito conhecê-la, vivenciá-la, mas não conseguia harmonizar o que eu aprendia com o que eu era e gostaria de aprender e ser. Meu agni então foi diminuindo e com ele o fogo do êxtase baixou, baixou, baixou demais...agora não havia prana suficiente para ascendê-lo. Fiquei tristonha...me senti incapaz de reverenciar um conhecimento milenar e sagrado que a mim tocava profundamente, pois não me sentia merecedora dessa transmutação. Porém, foi nesse momento de profunda tristeza que se deu o milagre da transformação... Estágio 3: identifiquei que o problema não estava no agni, mas na chama que o mantinha acesa. Percebi que o combustível não estava bem dosado: ora eu punha tudo ora eu temia pô-lo com medo de logo acabar, e assim eu nunca tinha a medida exata da minha doação. Percebi ainda que precisava junto ao combustível acrescentar algo que ajudasse na digestão desses conhecimentos tão profundos e foi aí que eu descobri o meu “gengibre universal”: a humildade juntinho com a compaixão. Nossa, que transformação! Naturalmente meu agni foi se reequilibrando, na medida exata, sem dores, sem queimores, sem ardências, sem desperdiçar o prana sagrado de uma nova convivência. Me emocionei...senti um carinho imenso por esse novo despertar que me dava mais uma nova e bela oportunidade de crescer devagarinho, mas constante. Chorei... E assim, passei a usar meu gengibre universal em tudo que aprendia e em tudo que vivia. Cada nova descoberta, cada novo despertar que mexia com as minhas mais profundas raízes eu punha um bocadinho deste gengibre e puft! A transformação acontecia: suave, verdadeira, sagrada... Hoje, tenho observado que a medida que vou ingerindo as sementes deste novo conhecimento algo maior vai germinando dentro de mim e delicadamente milhares de flores vão surgindo em meu plexo solar: pequeninas, mas firmes... Uma bela imagem que em mim tatuou.
Escrito por Lene Saldanha às 23h31
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Fogo digestivo chama que absorve os nutrientes da mente da alma do corpo do coração da gente.
Escrito por Lene Saldanha às 22h08
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Ver o novo de novo com cara nova lavada. Se permitir se encantar surpreender aprender. Mesmo que para isso você precise e tenha que crescer.
Escrito por Lene Saldanha às 22h01
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Ouvir o silêncio é uma das experiências mais profundas que um ser pode ter. O silêncio em suas formas mais inesperadas, mais marcantes, mais sensíveis...hoje ouvi o silêncio que brota do barulho da vida urbana. Sabe aquela fração de milésimo de segundos em que você ouve o vazio? Eu ouvi...e ainda ouço...e estou ouvindo exatamente neste instante...em meio ao barulho eu escuto que ele não é nada, é na verdade o silêncio daqueles e daquilo que quer descansar, parar, silenciar. É como se só eu nesse momento de fato ouvisse o que ele quer dizer: nada...daí silenciei também...mesmo quando falo, quando escrevo, quando ouço algo estou silenciando, silenciada, silenciosa...é estranho, mas ao mesmo tempo libertador. Tantos aprendizados em quatro décadas de existência e ainda me surpreendo com minhas descobertas. Eu sinto dentro de mim uma expansão, um vazio limpo, suave, repleto de vento que refresca, que zune trazendo um novo som a minha vida, a minha existência aqui. Isso é novo, é encantador...estar cercada por sons diversos e mesmo assim ouvir e sentir o silêncio puro, límpido. Parece que estamos em universos paralelos, somos duas coisas ao mesmo tempo e essa dualidade não é aniquiladora, pelo contrário ela aproxima, une. O silêncio me aproxima de mim mesma, daquilo que sou em minha essência. E quando ouço o silêncio do barulho da vida eu ouço a essência dela e do barulho, pois em tudo há o silêncio, inclusive nele...e mesmo surpresa pela descoberta acolhi o novo silêncio como quem acolhe um filho que acaba de nascer, emocionadíssima...
Escrito por Lene Saldanha às 21h26
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Energia Tudo é energia força luz. Energeticamente somos constituídos e atraídos por nós dois. Uma força que impele uma luz que alumia um amor que não se mede muito menos se anuncia pois esse amor é constituido da mais pura energia.
Tudo é energia força luz. Sentimentos que se encontram na força de nossos pensamentos alguns deles são tão fortes que chegam na velocidade do vento. Mas a luz que nos alumia alumia o lume dos olhos meus e seus quando energeticamente se encontram se esbarram se entrelaçam se encaixam entre você e eu.
Tudo é energia força luz. Mas a energia que nos une tem a força do lume de um Deus que a nós concedeu a beleza do encontro feito de pontos que energeticamente cresceu.
Tudo é energia força luz. Mas bem sei que um dia essa nossa tão pura energia findará e com o fim dela a nossa alegria de termos nos encontrado um dia também morrerá...
Escrito por Lene Saldanha às 13h34
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Não quero normas nem regras não quero o certo nem o errado não quero o possível nem o impossível Não quero nada. Só quero SER sem querer ser mais sem querer ser algo sem querer TER de ser plausível ou talvez risível. SER um ser que é porque é e não porque tem de ser. Um ser que quer inocentemente silenciosamente anonimamente apenas SER... Não quero mais nada.
Escrito por Lene Saldanha às 15h00
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