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Hoje eu acordei com uma vontade imensa de escutar essa música de Chico César. Depois de um momento de recolhimento meu, de quietude meditativa, eu acordei com um novo sentimento por esta música. Ela ganhou outra interpretação, mais profunda, mais sábia. Foi como se eu tivesse tido um inshigt dormindo e tivesse acordado pronta para ouvi-la. Bom, deixo aqui como um registro da minha nova alma que se renova sempre uma humilde análise baseada no meu conhecimento sobre budismo que também humildemente pede pra falar. Falar através do dia a dia, do dharma e portanto, desta música que muitas vezes me salva, me guarda, me guia, e zela por mim.Deus Me ProtejaDeus me proteja de mim e da maldade de gente boa. Da bondade da pessoa ruim Deus me governe e guarde ilumine e zele assim Deus me proteja de mim e da maldade de gente boa. Da bondade da pessoa ruim Deus me governe e guarde ilumine e zele assim
Caminho se conhece andando Então vez em quando é bom se perder Perdido fica perguntando Vai só procurando E acha sem saber Perigo é se encontrar perdido Deixar sem ter sido Não olhar, não ver Bom mesmo é ter sexto sentido Sair distraído espalhar bem-querer. Proteger de nós mesmos, de nossas aflições mentais que nos levam ao sofrimento, ao samsara eterno. Proteger de mim que me deixo ficar num enredo criado por mim mesma e não pela vida. Proteger de mim que muitas vezes não reconheço essas aflções e me identifico com elas como se elas fossem reais, justas. Proteger de mim para que eu não me deixe sair do caminho do meio, do caminho da sabedoria, da compaixão. Proteger da maldade de gente boa que tenta através da capa desta bondade esconder seus reais anseios de fazer-nos mal omitindo a sabedoria, a compaixão e o real desejo de nos ver felizes. Proteger da bondade da pessoa ruim, pois ela assim como a boa, também esconde seus reais anseios. Nos trata com carinho quando há algo por trás a ser alcançado. E principalmente, proteger de ambas em nós mesmos nos levando a pensar em quantas vezes eu usei da maldade da pessoa boa e da bondade da pessoa ruim que existe dentro de mim...quantas vezes eu fui má sendo boa ou boa sendo má... "Deus me governe e guarde, ilumine e zele assim" Um pedido puro vindo de um desejo não menos puro de não se separar do sagrado, pois sabemos que sem ele não conseguimos progredir, não conseguimos caminhar de fato. Um pedido sincero e respeitoso de quem tem fé e acredita nessa proteção. "Caminho se conhece andando Então vez em quando é bom se perder
Perdido fica perguntando Vai só procurando E acha sem saber Perigo é se encontrar perdido Deixar sem ter sido Não olhar, não ver " Caminhar nesta vida, aprender os oficios da jornada, pôr em prática os ensinamentos só vão acontecer se nós de fato caminharmos por nossas próprias pernas e não há segurança alguma nela, nenhuma certeza, nenhum caminho de fato a chegar, por isso "é bom vez em quando se perder " para que nossas crenças, nossos conceitos se refaçam, se renovem, e humildemente percebamos que a sabedoria nasce da incerteza, da fragilidade, da simplicidade de adimitir que não sabemos tudo, que não sabemos sequer o caminho. "Perdido fica perguntando Vai só procurando E acha sem saber" quando estamos perdidos nós buscamos, nós desejamos aprender e terminamos nos deparando com respostas, inshigts que nunca jamais havíamos cogitado. Perdidos somos humildes, somos compassivos, somos mais um...deixamos de ser o centro, deixamos de propagar nosso Eu. "Perigo é se encontrar perdido Deixar sem ter sido Não olhar, não ver " Agora, perigo mesmo é permancer perdido vitimamente, por vidas e vidas se fazendo de coitados, culpando deus e o mundo por seus fracassos, suas expextativas frustadas. É não olhar, não ver, não ser... "Bom mesmo é ter sexto sentido Sair distraído espalhar bem-querer." E bom, bom mesmo é deixar o coração falar, é acessar a sabedoria primordial inata do ser humano que compassivamente aprende que estamos aqui pra espalhar bem querer. Distraído sim, sem querer e buscar recompensa, glória, elogios, amor, trocas. Quando a gente percebe que espalha bem querer a bem aventurança se instala e ninguém nem nada a tira de nós. Bate um arrepio no corpo, os olhos enchem de lágrimas, e a gratidão toma conta do corpo, da alma, do espiríto, do coração. Saimos de nós mesmos para os outros. Nos doamos sem medidas e sem certezas. Apenas o desejo de compassivamente espalhar bem querer...hoje eu acordei sentindo na alma o quanto eu tenho espalhado bem querer...e me emocionei e me senti abençoada humildemente por budas que ininterruptamente cuidam de mim e que carinhosamente cultivam a paciência por esta serva que vez ou outra não consegue se proteger de si mesma... Grata aos budas e a Chico César...
Escrito por Lene Saldanha às 14h23
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Quietude meditativa... Vazio mudo... silêncio puro... quieta invisível leve pluma... Vento brisa expansão da consciência... Corpo sem forma sem conteúdo sem EU... Calada... coração sem eco profundo largo turvo... Mas pronto para recomeçar num novo mundo...
Escrito por Lene Saldanha às 16h00
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De volta às palavras... Depois de um tempo sem escrever a gente sente como se estivesse cheio, transbordando. Daí a necessidade de se esvaziar...tanta coisa a cada dia que me toca, que me deixa silenciosa em gratidão, tanta coisa pra assimilar, tanta coisa pra degustar. Nesses dias sem escrever eu vivi muita coisa, intensa, marcante. Quis deixar correr, quis deixar fluir, quis não interferir...por isso não vim aqui registrar. Mas hoje, por ter vivido algo que mexeu extremamente comigo, volto, humilde às palavras para que elas me salvem, pra que elas me guiem, pra que elas me acolham e me deixem falar...sem julgamentos, sem interpretações, sem posicionamento algum. Quero a delicadeza da vida, quero os sentimentos mais nobres, quero a sinceridade humana, quero a pureza dos sentimentos, quero a sensibilidade a flor da pele. Pago um preço por querer tudo isso...mas acho mais do que justo. Pagaria mais se fosse preciso, pois não me deram a oportunidade de aqui estar, de aqui voltar para ter sentimentos medíocres, para caminhar em marcha lenta, para não perceber a intensidade da vida. Sou demasiada, talvez, mas minha demasia só me deu o melhor da vida, mesmo quando vivi meus piores momentos. Sou eternamente grata por ela, pois ela não se poupou em me dar toda a sua energia e essa energia me deu forma, me deu conteúdo, me deu o vazio....hoje senti algo que não sentia há muito tempo...senti um desencontro de alma, senti um desencontro de mim...senti este desencontro porque me deixei expor sem reservas doando toda minha alma...não doeu, não dói...mas me deixa fragilizada...e às vezes a fragilidade nos custa muito. Custou pra mim...minha fragilidade é delicada e pura e ela tem a aparência de um cristal...e esse cristal pode quebrar, pode rachar, pode romper...não sei ao certo o que aconteceu com ele, mas sei que isso eu saberei em breve...e quando isso acontecer terei renascido mais uma vez, mais humana e mais sábia, mais amorosa e mais compassiva, pois minhas palavras terão me salvado e terão feito por mim o que de mais belo há: a transformação genuína e verdadeira de um ser que vai viver vida após vida de forma demasiada e humana. Um ser que vai voltar vida após vida no seio sagrado da sabedoria dos deuses, dos ensinamentos mais humanos e compassivos que os mestres poderão oferertar. E toda vez que eu voltar as palavras vão estar comigo, minha fragilidade vai estar comigo, minha delicadeza vai estar comigo, minha sinceridade vai estar comigo, minha essência vai estar comigo. Não vou mudar, vou evoluir e nessa evolução sempre haverá um espaço sagrado para o que de mais belo existir, para o que de mais sagrado houver. Haja o que houver, estarei nessa energia, hoje e sempre.
Escrito por Lene Saldanha às 21h35
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Pele Pele que é minha que me veste que me desnuda que me mostra que me cobre às vezes branca às vezes morena às vezes cor de cobre... Pele minha que me aceita que me acolhe que cabe em minhas medidas Minha pele... de bem comigo em paz com o que sou com o que dou. Sentir em sua própria pele a beleza de caber nela de refletir gentilmente seu brilho sua maciez suas linhas de expressão de expressar os anos vividos os amores sentidos e os traumas vencidos. Ser sua própria pele uma una sentindo-a à flor da pele pele sobre pele num corpo que nada pede mas que a impele, a pele, a não ser simplesmente uma simples pele...
Feliz por caber em minha pele, feliz por ser eu mesma minha pele, feliz...
Escrito por Lene Saldanha às 00h55
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Exercício diário domar minha mente para que eu não me perca nos enredos nem no roteiro criado por mim mesma. Perceber tudo como um sonho onde nada é real, concreto não se apegar e deixar fluir pensamentos, sentimentos bons ou ruins. Exercício diário é saber que minha mente pode ser minha melhor amiga ou meu pior inimigo... e que essa escolha só pode ser feita por uma mente que não mente e nem sente dó de si mesma.
Domando minha mente eternamente...
Escrito por Lene Saldanha às 22h19
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A vida nos reserva grandes encontros ao acaso, nosso maior caso de amor de carinho de sorrisos de beijinhos. E esses grandes encontros acontecem quando a gente esquece de procurar de querer de desejar que aconteçam e que nos surpreendam. Assim nossos encontros nos fazem ver como a vida pode ser linda ao acaso de um caso de amor ou um belo e cheiroso encontro com uma flor...
Escrito por Lene Saldanha às 22h04
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Sugestão de leitura para as férias: Caim, Saramago! Nossa, maravilhoso!!!!!!! Se você leu O Evangelho Segundo Jesus Cristo, vai se deliciar com Caim, pois a temática é a mesma. Porém, em Caim Saramago é mais sarcático, mais realista, mais irônico. Não há desrespeito, mas ele levanta questionamentos que todos têm, mas não têm coragem de assumir. Os diálogos entre Caim e Deus são instigantes, profundos, marcantes...quem conhece a história bíblica no começo se assustará, mas depois, se se permitir, terminará o livro com aquela sensação de que...porque não? Faz sentido... :) Confiram!
Escrito por Lene Saldanha às 13h03
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Primeiro texto de 2010...e um ano que eu criei esse blog... O que eu quero escrever? Nada de especial...apenas registrar minha passagem por aqui. :D Não conto os anos, mas meus processos de crescimento, amadurecimento, sabedoria... e posso afirmar delicadamente e feliz que cresci, amadureci e obtive mais sabedoria: aquela que se conquista e aquela que se desvenda...
Escrito por Lene Saldanha às 12h51
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O Espírito Natalino Sempre me pergunto: o que é de fato o espírito natalino? Não vou entrar aqui no mérito religioso, católico, mas apenas divagar sobre algo que mexe comigo todo final de ano: um espírito natalino que me espanta e nada me encanta...acho estranho ver as pessoas correndo feito loucas para comprar roupas, comida, bebida, presentes. Todo mundo apressado, estressado, nervoso. Todo mundo querendo se dar bem, encontrar o melhor presente, a melhor vaga no estacionamento, o melhor desconto, o melhor...mas quem de fato doa o melhor que tem, o melhor que é? Não estou aqui falando de valores moralistas, mas questionando esse disparate natalino. As ruas ficam cheias, o comércio não para, as vendas crescem, os supermercados entopem. Vejo as pessoas gritarem umas com as outras, vejo as pessoas ignorarem os mais velhos, vejo o semblante agressivo destas pessoas...vejo. Neste momento eu me choco e pergunto: isso é o espírito natalino? Afinal, o que o Natal significa para nós? Não é preciso ser religioso para responder a esta pergunta. Mas é preciso ter um pouco de sensibilidade para identificar que as coisas não vão nada bem...a cada ano que passa sinto-me mais distante deste espírito natalino...não sou contra as comemorações, de forma alguma. Mas acho que as comemorações têm sido um pouco fora de contexto. É como se o Natal fosse simplesmente mais um dia de folga dado a nós para fazermos o que quisermos. E como não estamos acostumados a outras escolhas optamos por comer e beber em demasia, por comprar em demasia, por falar em demasia, por tudo em demasia...sem muitos critérios, sem muita percepção, sem muita atenção, sem muito carinho...não sou católica, mas acho esta data uma data reflexiva...nela eu vejo a imagem de uma criança que veio ao mundo para fazer algo melhor, para doar o que tinha de melhor e para despertar nas pessoas o que elas tinham de melhor...sinto-me tocada....penso na quantidade de pessoas que fazem isso e me pergunto se eu tenho feito o meu melhor...para mim, esta data é uma parada nas minhas ações, uma parada estratégica para que eu relembre que existem sim pessoas boas, pessoas que buscam mudanças amorosas, humanas. Isto é para mim o espírito natalino...uma energia amorosa que nos abençoa, nos banha fazendo-nos relembrar de que somos humanos e não meras máquinas programadas para cumprir um ritual festivo, cheio de brilho, mas cada vez mais distante da verdadeira luz. Texto saido depois de uma vivência num supermercado onde vi pessoas desumanas comprando seus itens natalinos...
Escrito por Lene Saldanha às 22h11
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Ano novo não se ganha, se conquista. Ano novo num vem de fora, mas de dentro. Ano novo é todo dia, toda hora e a cada momento desde que o vejamos como novo...
Data nova não é nada
se de novo só houver ela... Data nova num é nada se você fizer sempre as mesmas coisas sem se preocupar em dar cara nova a elas. Ano novo, novo mesmo só existe se você quiser
se você buscar, se você aprender a relaxar e deixar a vida correr. Mas para que isso aconteça
você precisa estar atento atento a você aos seus hábitos aos seus anseios ao seu esforço e não atento ao ano novo de novo. Celebrar uma data não é celebrar um recomeço Se esta data for apenas um pretexto Para que tudo que te incomoda Desapareça Evapore E quem sabe Ganhe ares de algo Novo. Celebrar uma data é celebrar nosso recomeço Sem pretextos Mas dispostos a mudarmos O nosso texto Celebrar uma data é acreditar que somos capazes De criar algo novo Independente Do ano que vem e do ano que vai. Celebrar uma data ou um novo ano É celebrar você renascer Crescer Amadurecer e ver que o novo só brota de sementes plantadas regadas e cuidadas ao longo das vidas e não simplesmente de um simples ano novo. Reflexões acerca da chegada de uma data que muitos acreditam ser a mudança de suas vidas...precisamos ver a vida como nova e não o ano como novo...
Escrito por Lene Saldanha às 13h04
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Quando penso na quantidade de anos por mim vividos eu fico entre o espanto e a alegria. Espanto por perceber que 40 anos é quase uma metade da vida Alegria por sentir que tenho ainda mais uma metade pela frente. Hoje tive aquela sensação genuína de gratidão por estar nessa divisória temporal. Gratidão por tudo que vivi gratidão por tudo que ainda tenho e quero viver... Me observei de fora: vi um corpo são uma mente cada vez mais liberta - apesar de ainda aprontar bastante comigo. um coração cada vez mais forte e uma mulher cada vez mais feliz. Senti também um certo desconforto por ter tanto anos e às vezes aparentar tão menos. Isso às vezes me confunde pois fico sem a exata medida do que sou... Mas hoje, hoje eu olhei pra mim e vi a exata figura de 40 anos 40 anos bem vividos intensamente aprendidos descortinados desabrochados encantadoramente nascidos de muitos, muitos anos amados.
Grata...
Escrito por Lene Saldanha às 22h50
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Quarentona, sim senhor! Com orgulho com amor com carinho mas, confesso com um pouquinho um tantinho de temor. Um temor ciente de que a gente já viveu um montão mas mesmo assim ainda quer viver aprender escolher flores e dores risos e lágrimas amores e cantadas do nada do tudo do Uno. Um desejo de ser menina ainda um desejo de ser mulher pois, é! Um desejo de caminhar mais lento mais calmo mais belo mais sereno... Um desejo de parar o tempo em tempo e ver que a nova década o novo ciclo desponta e aponta para uma nova Era... Era uma vez... uma mulher de trinta se foi e deu lugar a outra quarentona mas dona do seu próprio nariz. Dona ainda de uma delicadeza firmeza certeza de que ainda tem muito que aprender mas que agradece emocionadissíma pela oportunidade de aqui estar viver e ser um servo uma aprendiz que se doa por décadas ao sagrado banhado no lago sereno da vida vivida por vidas e vidas em busca de ser um Ser maior quarentão então mas ainda com muito, muito amor no coração...
Escrito por Lene Saldanha às 00h13
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Clarear a mente da gente Clarear o dia dos dias Clarear o quarto do parto Clarear a vida bem vinda Clarear de dia de tarde de noite Clarear hoje amanhã e sempre contente e felizmente Clarear bem claro, claro, e feliz a nossa mente! E como diria Arnaldo Antunes: "Hoje o dia pousou na minha cabeça e clareou!"
Escrito por Lene Saldanha às 18h05
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Tristeza é algo que não se explica saudade também não Mas amor a gente sente a gente pressente a gente tem, mesmo quando ausente, no coração.
Hoje eu senti a tristeza e a saudade de se ter um amor ausente um amor de um grande amigo querido um amigo em flor que brotou cresceu e fincou fincou em mim em minh'alma e em meu coração e lá ficou quietinho bonitinho bem direitinho como um menino que virou flor depois de ter partido mesmo que sentido para um novo plano cheio de um novo amor. Mas não se preocupe meu querido amigo
pois esse plano é maior e mais florido como você é meu amado amigo Flor...
Escrito por Lene Saldanha às 15h02
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O Novo e o velho O novo não surge se o velho te ronda O novo não brota se o velho insiste em criar raízes O novo não te surpreende se o velho te acomoda O novo não explode em tuas veias se o velho as entope constantemente O novo não te ensina se o velho te traz tanto embotamento O novo não transcende se o velho te carrega para a mesmice... O novo é a nossa salvação O velho nossa perdição... O novo nos faz desapegar e crescer O velho nos faz grudar e esquecer esquecer de lutar esquecer de encarar esquecer de aprender que somos difíceis de lidar que somos vítimas de nós mesmos e que precisamos romper romper conosco romper com os outros romper com a vida velha opaca repetitiva nociva... para nós e para os outros. Só o novo nos mostrará nossas fraquezas e nossas virtudes pois o velho camufla nossa aparência, nossos medos, nossos maus hábitos, nossa verdadeira alma. Só o novo nos trará a liberdade de nos soltar ao sabor do vento pois o velho sopra pesado, quente, úmido em desalento. Só o novo nos dará a exata medida de quem somos pois o velho, o velho não sabe de nada é tolo é fraco é pobre de sentimentos é, portanto, uma grande farsa uma farsa que não deixa brotar nossos talentos.
Estou a procura do novo e me despedindo do velho...
Escrito por Lene Saldanha às 12h04
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